Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
Always running, always rushing, that`s why we are called the Human Race... “a segunda estrela à direita e então directo, até amanhecer”.
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Home sweet home
terça-feira, 23 de outubro de 2007
A ler...
Estou "a ler" com o que tenho para ler! Ainda ontem na radio estava a ouvir que o hábito de leitura em Portugal aumentou este ano,e eu,que tenho tentado ganhar este hábito não estou a ter muito sucesso. Duas páginas e o sono consome-me de imediato. De Jacques Le Goff a Marc Augé, passando por José Mattoso e o seu volumoso II Vol. da História de Portugal, nem um que me mantêm desperta! Será por ser leituras que tenho como obrigatórias? Será falta de concentração? Uma questão de treino? Não faço ideia...
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa... "
Fernando Pessoa
domingo, 17 de junho de 2007
Lá fora chove...
o vento sopra para longe o meus medos
cá dentro a chama acende o desejo
a magia susurra-nos segredos.
És quente como um dia de Verão
que eu peço para não ter fim,
sonhando para que não termine
peço aos céus para que nunca deixe de ser assim.
Lá fora chove...
ouço no silencio da noite a melodia
de uma orquestra única e perfeita
Abro a janela..
Sinto o cheiro da terra molhada
Sinto no rosto a luz do dia
A chuva passou,
mas orquestra está mais bela
e embalada pelo vento não se rende...
insiste na sinfonia!
o vento sopra para longe o meus medos
cá dentro a chama acende o desejo
a magia susurra-nos segredos.
És quente como um dia de Verão
que eu peço para não ter fim,
sonhando para que não termine
peço aos céus para que nunca deixe de ser assim.
Lá fora chove...
ouço no silencio da noite a melodia
de uma orquestra única e perfeita
Abro a janela..
Sinto o cheiro da terra molhada
Sinto no rosto a luz do dia
A chuva passou,
mas orquestra está mais bela
e embalada pelo vento não se rende...
insiste na sinfonia!
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